RECORD: Darwin, C. R. 2019. [1838 Autobiographical fragment in Portuguese]. Translated by Pedro Navarro, Tradução de texto primário da história da biologia: O primeiro relato autobiográfico de Darwin: tradução do manuscrito "vida" de 1838. Boletim de História e Filosofia da Biologia. vol. 13, no. 3 (September): 10-15.

REVISION HISTORY: Text provided by Pedro Navarro, edited by Christine Chua and John van Wyhe, 10.2019. RN1

NOTE: Published in Correspondence vol. 2, appendix III. An earlier transcription was published by Francis Darwin in More Letters vol. 1, pp. 1-5. See also Darwin's Autobiography.

Introduction by Pedro Navarro:

By 1838, it had been two years since Charles Robert Darwin had returned after his voyage aboard the Beagle. According to Johnathan Hodge (2003), in these years living in London, Darwin formulated the main theories that would be published in the following decades. A large volume of readings and conversations with intellectuals generated many ideas in his mind that eventually flowed into many notebooks. Indeed, it was between 1837 and 1838 that a significant portion of what would become the theory of evolution by natural selection was developed through a mix of various ideas. In the same years, the five-volume series, Zoology of the Voyage of H.M.S Beagle, in which animals collected during the five-year voyage were compiled, began publication in parts.

I cannot speculate on what motivated Darwin, in August of that year, to stop with his business for a while and write a brief memoir. This manuscript is written disorderly in a stream of consciousness, like memory itself which comes and goes, sometimes being ambiguous and contradictory. The crossed words and insertions of new passages between previously written lines, however, indicate a concern with "true memory," as if he were correcting what he wrote as details were being remembered.

The result is a palimpsest, a collage of the memories of a nearly thirty-year-old Darwin about his childhood, from about four to eleven years old (1812-1820). Here we see the roots of the naturalist aspect of Darwin, with descriptions of his family travels around the UK, his passion for collecting, his comments on school, and even comments on memories and instincts that would be explored decades later in his Expression of Emotions in Man and Animals (1872).

For this translation to Portuguese, I used three versions of the autobiographical account: the original manuscript, transcribed by Kees Rookmaaker; the transcript of his son, Francis Darwin, published in the first volume of More letters of Charles Darwin (1903) entitled An autobiographical fragment; and James A. Secord's transcript published in Evolutionary Writings (2008). The first two, the manuscript and More letters, are available on Darwin Online.

Those who have the opportunity to compare the three versions will notice slight but significant differences between them. Rookmaaker's transcript is identical to the manuscript, incorporating its disorganization, spelling errors, etc., while Francis Darwin goes the other way, correcting his father's errors and editing the text for readability and other changes. Secord, in turn, retains the original spelling, but allows some editing. The last two, Francis Darwin and Secord, provide notes in their transcriptions, some of which have been translated and used here, marked with "F. D." and "J. S." respectively.

Francis makes some references to his past book, Life and Letters, in which Darwin's autobiography was first published, but today we know that the religious discussion was partly omitted at the request of some members of the family. For those who want access to the full text, we refer Francis's quotations to the equivalent pages of the version published by Darwin's granddaughter Nora Barlow (daughter of Horace Darwin) of 1958. Both versions are available on Darwin Online.

My footnotes concern questions of translation and contextualization for the contemporary Lusophone reader. In particular, information about Darwin-Wedgwood family members was obtained from R. B. Freeman's Darwin pedigrees (1984), also available on Darwin Online.

I preferred to keep the chaotic and unconnected character of the manuscript rather than trying to increase readability, as this would imply decharacterization of what makes this autobiographical fragment special (although I have allowed myself to make some changes, especially regarding the arrangement of paragraphs). I hope the reader will feel the intimacy of this text and be able to connect with a Victorian Englishman who, in his spare time, decided to put his oldest memories on paper as they appeared in his mind. Perhaps the reader can feel inspired to do it himself.

I would like to acknowledge John van Wyhe (director and editor of Darwin Online), Christine Chua (assistant editor of Darwin Online) and Cristina de Amorim Machado (professor at Maringá State University) for suggestions and corrections regarding the first version of this translation. I am also grateful to the editor of the Boletim de História e Filosofia da Biologia, Maria Elice Brzezinski Prestes, where this text was first published, available at this address: http://www.abfhib.org/Boletim/Boletim-HFB-13-n3-Set-2019.pdf.

Introduction in Portuguese:

Em 1838, já havia dois anos que Charles Robert Darwin estava de volta a sua pátria após sua famosa viagem a bordo do Beagle. Segundo Johnathan Hodge (2003), nestes anos que morou em Londres, Darwin formulou as principais teorias que publicaria nas décadas seguintes. Um grande volume de leituras e conversas com intelectuais gerava muitas ideias em sua mente que eventualmente desaguavam em seus cadernos de notas. Na verdade, foi entre 1837 e 1838 que uma porção significativa do que viria a ser a teoria da evolução por seleção natural foi desenvolvida a partir da junção de diversas ideias. Além disso, a série de cinco volumes, Zoology of the voyage of H.M.S Beagle, na qual parte das observações de cinco anos de viagem foram compiladas, teve início nesse mesmo ano.

Não posso especular sobre o que motivou Darwin, em um mês de agosto, a parar com seus afazeres e se dedicar a escrever suas memórias. Esse manuscrito é escrito desordenadamente em um fluxo de consciência, como a própria memória que vai e volta, por vezes sendo ambígua e contraditória. As palavras riscadas e as inserções de novos trechos entre linhas previamente escritas, no entanto, indicam uma preocupação com a "verdadeira memória", como se ele fosse corrigindo o que escrevia conforme se lembrava dos detalhes.

O resultado disso é um palimpsesto, uma colagem das memórias de um Darwin com quase trinta anos sobre sua infância, mais ou menos entre os quatro e onze anos de idade (1812-1820). Vemos aí as raízes do Darwin naturalista, com descrições de suas viagens em família pelo Reino Unido, sua paixão por coleções, seus comentários sobre a escola e, mais ainda, comentários próprios de um naturalista sobre a formação das memórias e sobre instintos, que viriam a ser explorados décadas mais tarde em seu Expressão das emoções no homem e nos animais (1872).

Para a tradução, utilizei três versões desse relato autobiográfico: o manuscrito original, transcrito por Kees Rookmaaker; a transcrição de seu filho, Francis Darwin, publicada no primeiro volume de More letters of Charles Darwin (1903) com o título An autobiographical fragment; e a transcrição de James A. Secord publicada em Evolutionary writings (2008). Os dois primeiros, isto é, o manuscrito e o More letters, estão disponíveis no website Darwin Online, editado por John van Wyhe.

Aqueles que tiverem a possibilidade de comparar as três versões perceberão diferenças pontuais, mas significativas, entre elas. A transcrição de Rookmaaker é idêntica ao manuscrito, incorporando sua desorganização, erros de grafia etc., enquanto Francis Darwin segue o caminho contrário, corrigindo os erros do pai e editando o texto para facilitar a leitura, além de outras mudanças. Secord, por sua vez, mantém a grafia original, mas se permite algumas edições. Os dois últimos, F. Darwin e Secord, ainda disponibilizam notas em suas transcrições das quais algumas foram traduzidas e aproveitadas aqui, marcadas com "F.D." e "J.S." respectivamente.

Francis faz algumas referências a seu livro pretérito, Life and letters of Charles Darwin, no qual a autobiografia de Darwin foi publicada pela primeira vez, entretanto sabemos hoje que o texto foi editado em seu teor religioso a pedido da família. Para aqueles que quiserem ter acesso ao texto integral, dirigimos as citações de Francis às páginas equivalentes da versão publicada pela neta de Darwin, Nora Barlow (filha de Horace Darwin), em 1958. Ambas as versões estão disponíveis no Darwin Online.

As minhas notas de rodapé concernem a questões de tradução e contextualização para o leitor lusófono contemporâneo. Em especial, as informações sobre os membros da família Darwin-Wedgwood foram obtidas a partir do Darwin pedigrees (1984) de R. B. Freeman, também disponível no Darwin Online.

Preferi manter o caráter caótico e desconexo do manuscrito ao invés de tentar aumentar a fluidez de leitura, uma vez que isso implicaria a descaracterização do que torna esse fragmento autobiográfico especial (embora tenha me permitido fazer algumas alterações, principalmente com relação a disposição dos parágrafos). Espero que o leitor sinta o intimismo desse texto e possa se conectar com um inglês vitoriano que, em um tempo livre, decidiu colocar no papel suas memórias mais antigas conforme aparecem em sua mente. Talvez o leitor possa se sentir inspirado e fazer isso ele mesmo.

Gostaria de agradecer a John van Wyhe (diretor e editor do Darwin Online), Christine Chua (editor assistante do Darwin Online) e Cristina de Amorim Machado (professora da Universidade Estadual de Maringá) pela sugestões e correções quanto a primeira versão desta tradução. Sou grato também à editora do Boletim de História e Filosofia da Biologia, Maria Elice Brzezinski Prestes, onde esse texto foi originalmente publicado, disponível nesse endereço: http://www.abfhib.org/Boletim/Boletim-HFB-13-n3-Set-2019.pdf.


[56 recto]

Minha memória mais antiga, da qual posso lembrar da data aproximadamente e que deve ser de antes dos meus quatro anos (1), é de quando estava no colo de Caroline (2) na sala de jantar (3) enquanto ela descascava uma laranja para mim, uma vaca passou correndo pela janela, o que me fez pular de tal modo que fiz um corte feio do qual tenho a cicatriz até hoje. Lembro-me do lugar onde estava sentado e a causa do susto, mas não do corte em si e acredito que seja uma memória real, e não, como é comum nesses casos, que de tanto escutar algo a pessoa obtém uma imagem tão vívida que não pode ser separada da memória, pois lembro claramente a direção para a qual a vaca correu, o que provavelmente não teria sido contado para mim. Minha memória aqui é obscura, de modo que, por não lembrar de nenhuma dor, mal tenho consciência de que ela se refere a mim.

1813, verão (4). Quando eu tinha quatro anos e meio de idade fui para a praia e fiquei lá por algumas semanas. Lembro-me de várias coisas, mas, com exceção

[57 recto]

das criadas (nenhuma individualmente), não me recordo de ninguém da minha família. Lembro-me de mim ou Catherine (5) sendo malcriado e, depois de trancado em um quarto, tentando quebrar as janelas.

          Tenho uma imagem obscura da casa, de uma pequena loja nas redondezas, onde o dono me deu um figo, mas que, para minha felicidade, na verdade eram dois. Ele me deu o figo para que pudesse dar um beijo na criada. Lembro-me de uma caminhada a um tipo de poço em uma estrada na qual havia uma choupana sombreada por cagoiçeiros (6) e habitada por um homem velho, que chamavam de eremita, com cabelos brancos, que costumava nos dar cagoiços. Não sei se os cagoiços ou a reverência e um medo indistinto do velho homem que marcaram mais minha memória.

Lembro-me de, quando ia lá, cruzar na carruagem um grande vau e do medo e maravilha da espuma branca da água que me deixaram uma vívida impressão. Acredito que a memória dos eventos começa de maneira abrupta, isto é, lembro-me dessas coisas muito antigas tão bem quanto outras muito mais recentes em minha vida, que foram igualmente impressionantes.

Algumas lembranças mais antigas estão ligadas ao medo em Parkfields e com a pobre Betty Harvey (7). Eu me lembro com horror da história dela de pessoas sendo empurradas para o canal (8) pela corda, por ir do lado errado do cavalo. Eu tinha o maior horror desta história – forte instinto contra

[58 recto]

a morte. Outras lembranças são de vaidade, por exemplo, pensar que as pessoas estavam me admirando em uma ocasião por perseverança e em outra pela coragem de escalar uma árvore baixa e, o que é mais estranho, uma consciência, como que instintiva, da minha vaidade e desprezo por mim mesmo. O suposto admirador era o velho Peter Hailes (9), o pedreiro, e a árvore era a tramazeira (10) do quintal.

Todas as minhas lembranças parecem se referir mais a mim mesmo, mas Catherine parece se recordar de cenas em que outros eram os protagonistas. Quando minha mãe (11) morreu eu tinha oito anos e meio de idade e Catherine um ano a menos, mas ela se lembra de todos os detalhes e eventos de cada dia, enquanto eu mal lembro de nada (o mesmo ocorre em muitos outros casos), com exceção de ser buscado – memória de ir ao quarto dela, meu pai nos (12) encontrando chorando depois.

Eu me recordo do vestido da minha mãe e quase nada de sua aparência, exceto uma ou duas caminhadas com ela. Não tenho nenhuma lembrança distinta de conversas, apenas de natureza trivial. Eu me lembro de ela dizer "se ela me pediu para fazer algo que eu disse que ela tinha feito, era apenas para meu próprio bem".

[58 verso]

Catherine se lembra de minha mãe chorando, quando ela soube da morte de minha avó. Também em Parkfields, como as tias Sarah e Kitty (13) costumavam recebê-la, e igualmente com muitos outros casos. Susan (14), como eu, só se lembra de casos pessoais. Essa diferença em assuntos recordados já é notável. Catherine afirma que ela não se lembra de impressões causadas por coisas externas, como uma paisagem, mas ela tem uma excelente memória para as coisas que lê, por exemplo, ideias. Sendo ideal agora a sua simpatia, isso é parte de sua personalidade e mostra quão cedo (15) seu tipo de memória se formou. Um pensamento vívido é repetido, uma impressão vívida é esquecida.

Tenho memórias obscuras das luzes após a batalha de Waterloo, e da milícia (16) treinando, mais ou menos nesse período, no campo oposto à nossa casa (17).

[59 recto]

1817. Com oito anos e meio fui para a escola do Sr. Case (18). Eu me lembro do quanto eu sentia medo de encontrar os cães da rua Barker e de que na escola não conseguia juntar coragem para lutar. Eu era muito tímido por natureza.

Eu lembro que gostava muito de pescar salamandras na piscina do pátio da escola. Já nessa idade eu tinha desenvolvido um forte gosto por colecionar, principalmente lacres de cera, selos, etc., mas também seixos e minerais (tomei esse gosto quando ganhei um desses de um menino). Acredito que pouco depois ou antes disso já havia aprendido sobre botânica, e certamente quando estava na escola do Sr. Case já gostava muito de jardinagem e inventava algumas grandes mentiras sobre poder colorir crocus (19) como queria. Nesta época era muito amigo de alguns meninos. Foi logo depois que comecei a colecionar rochas, com nove ou dez anos, que me recordo da vontade que eu tinha de saber alguma coisa sobre cada seixo na frente da porta da sala. É a mais antiga e única aspiração geológica que eu tinha na época.

Naqueles dias eu era um contador de histórias muito bom pelo puro prazer de chamar atenção e surpreender. Roubava frutas e as escondia pelos mesmos motivos e machucava árvores ao tirar-lhes a casca com propósitos parecidos. Quase sempre que eu saía para caminhar eu que tinha visto

[59 verso]

um faisão ou um pássaro estranho (inclinação para a história natural). Presumo que essas mentiras, quando não eram descobertas, excitavam minha imaginação, pois me recordo vividamente delas, sem relação com o sentimento de vergonha, embora com algumas eu tenha, mas como algo que deixou uma grande impressão na minha mente, que dava prazer como uma tragédia.

[60 recto]

Recordo-me, quando estava na escola do Sr. Case, de inventar toda uma história para mostrar o quanto gostava de dizer a verdade (20)! Minha invenção ainda está tão vívida em minha mente que quase acredito que era verdadeira, não fosse pela memória da vergonha antiga confirmar que era falsa.

Não tenho lembranças particularmente felizes ou infelizes desta época ou de outros períodos do início da minha vida. Lembro bem de uma caminhada com um menino chamado Ford por alguns campos até a casa da fazenda na estrada para Church Stretton (21). Não me lembro de nenhuma busca intelectual a não ser colecionar rochas, etc., jardinagem e, mais ou menos nessa época, frequentemente andar de carruagem com meu pai, contar a ele sobre minhas lições e ver aves de caça e outras aves selvagens que me deixavam maravilhado. Nasci um naturalista.

Quando tinha nove anos e meio (julho de 1818) fui com Erasmus (22) visitar Liverpool. Isso não deixou nenhuma impressão em minha mente, a não ser as mais vãs: medo do cocheiro ficar bravo, um bom jantar e uma memória extremamente vaga sobre navios. No meio do verão deste ano eu fui para a escola do Dr. Butler (23). Lembro-me bem da minha primeira ida para lá, mas estranhamente não lembro da minha primeira ida para a instituição do Sr. Case, minha primeira

[61 recto]

escola. Lembro-me do ano de 1818 bem, não porque fui para a escola pública, mas por escrever aqueles números em meu caderno, acompanhados de pensamentos obscuros, agora atendidos, me perguntando se eu lembraria daquele ano no futuro.

Em setembro (1818) tive escarlatina. Lembro-me bem da sensação horrível de ficar delirante.

1819, julho (dez anos e meio de idade). Fui para a praia em Plas Edwards (24) e fiquei lá por três semanas, que hoje me parecem três meses. Lembro-me de uma certa estrada sombreada (onde vi uma cobra) e de uma cachoeira com certo prazer que deve estar ligado à beleza do cenário, embora não diretamente reconhecida assim. A planície arenosa em frente à casa deixou uma forte impressão, que é conectada de maneira confusa com insetos curiosos, provavelmente um Cimex pintado de vermelho; a Zygena (25).

Nesta época eu era muito passional (quando fazia juramentos como um escoteiro) e briguento. Acredito que essa paixão antiga praticamente sumiu ao longo do tempo. Na viagem de carruagem

[62 recto]

para lá eu lembro de um oficial recrutador (acredito que reconheceria seu rosto até hoje) que pediu à criada uma torrada com manteiga na hora do chá (26). Ri demais e pensei que aquilo era a coisa mais peculiar e engraçada que já havia sido dita por alguém. Tal é o humor aos dez anos e meio de idade.

Tenho lampejos do prazer que sentia de caminhar sozinho pela praia em um dia ventoso e ver as gaivotas e os cormorões voltando para seus lugares de origem de maneira irregular e errática. Não esperava que fosse sentir tão fortemente esses prazeres poéticos nos anos seguintes da minha vida.

1820, julho. Fui a um passeio em um velho cavalo vagaroso com Erasmus para Pistol Rhyadwr (27). Lembro de poucas coisas relacionadas a isso, como uma imagem indistinta da cachoeira, mas me lembro bem de ficar maravilhado ao ouvir que os peixes podiam subir por ela.

 

NOTAS

  1. Logo, em torno de 1812.
  2. F. D: Sua irmã, Caroline Darwin (1800-88).
  3. No manuscrito drawing room (sala de estar) está riscado e pode-se ler dining room (sala de jantar) acima. F. D. transcreve da primeira forma e J. S. da segunda.
  4. F. D. omite summer em sua versão.
  5. F. D: Sua irmã, Catherine Darwin (1810-66). [Originalmente esta nota aparece na segunda menção a Catherine].
  6. F. D: Damson é derivado de Damascene; a fruta era conhecida como "Damask prune". [F. D. refere-se à planta Prunus insititia, parente próxima da ameixeira, conhecida como cagoiçeiro em português].
  7. J. S.: Parkfield era a casa de Sarah Wedgwood (1734-1815), avó de Darwin. Betty Harvey provavelmente era uma criada.
  8. Há uma grande rede de canais ligando as cidades do interior da Inglaterra, inclusive Shrewsbury, pelos quais barcos com passageiros são puxados por cavalos.
  9. J. S.: Peter Hales, morava perto dos Darwin em Shrewsbury.
  10. Mountain ash no original, espécie Sorbus aucuparia.
  11. Susannah [Wedgwood] Darwin (1765-1817).
  12. F. D. transcreve como "meeting me" em vez de "meeting us". O manuscrito e J. S. concordam em "us".
  13. Sarah Elizabeth Wedgwood (1778-1856) e Catherine Wedgwood (1774-1823), tias de Darwin.
  14. Susan Elizabeth Darwin (1803-1866), irmã de Darwin.
  15. F. D. grafa easily em vez de early. A transcrição de Secord e o manuscrito indicam early.
  16. A Batalha de Warterloo ocorreu em 18 de junho de 1815, Darwin tinha seis anos e meio de idade portanto.
  17. Os últimos parágrafos (desde "Catherine se lembra de minha mãe chorando [...]") estão no verso da primeira página do manuscrito, porém a próxima sessão (1817) começa logo após "'era apenas para meu próprio bem'". Seguimos a reorganização de F. D., a transcrição de J. S. é levemente diferente.
  18. F. D.: Uma escola diurna em Shrewsbury mantida pelo Reverendo G. [George] Case, ministro da Capela Unitária (Life and Letters, v. 1, p. 27 et seq.). [Autobiography (1958), p. 22].
  19. F. D.: A história aparece em Life and Letters, v. 1., p. 28), com detalhes levemente diferentes. [Autobiography (1958), p. 23. Crocus refere-se a um gênero muito diverso de plantas floridas com muitas traduções para o português].
  20. Destacado em F. D., grifado no manuscrito.
  21. Cidade próxima a Shrewsbury.
  22. Erasmus Alvey Darwin (1804-1881), irmão de Darwin.
  23. F. D.: Darwin entrou na escola do Dr. Butler em Shrewsbury no verão de 1818 e ficou lá até 1825 (Life and Letters, v. I, p. 30). [Autobiography (1958), p. 25].
  24. F. D.: Plas Edwards, em Towyn, na costa gaulesa. [Atualmente o nome da cidade é grafado como Tywyn].
  25. Trata-se de um erro de grafia, F.D corrige para Zygaena e informa serem mariposas burnet. Cimex é um gênero de besouros. Os gêneros não estão destacados no manuscrito.
  26. Toasted está grifado no manuscrito e segue destacado em J. S., mas isso é ignorado na transcrição de F. D.
  27. J. S.: Pistyll Rhaeadr [grafia gaulesa correta] é uma cachoeira famosa (a mais alta da Inglaterra e do País de Gales) localizada nas montanhas gaulesas a nordeste.

 


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Citation: John van Wyhe, editor. 2002-. The Complete Work of Charles Darwin Online. (http://darwin-online.org.uk/)

File last updated 6 October, 2019